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Vistoria de entrada e saída: por que ela evita brigas por caução

25 de agosto de 2026

Vistoria de entrada e saída: por que ela evita brigas por caução

Grande parte dos conflitos entre inquilinos e proprietários ao final de uma locação gira em torno de um único ponto: qual era o estado real do imóvel quando o inquilino se mudou, comparado ao estado em que ele foi devolvido.

A vistoria de entrada, feita antes ou no momento em que o inquilino recebe as chaves, documenta cômodo por cômodo o estado de paredes, pisos, instalações elétricas e hidráulicas, portas, janelas e demais itens do imóvel — idealmente com fotos e um laudo escrito assinado por ambas as partes. Esse documento se torna a referência oficial para qualquer comparação futura.

Na saída, uma nova vistoria é feita seguindo o mesmo checklist, permitindo comparar diretamente o estado de cada item com o que foi registrado na entrada. Diferenças que configuram desgaste natural pelo tempo de uso (como leve desbotamento de pintura) normalmente não geram desconto na caução; já danos além do uso normal (buracos, manchas por infiltração causada por mau uso, equipamentos quebrados) podem ser descontados, desde que devidamente comprovados pela comparação entre os dois laudos.

Sem uma vistoria de entrada bem documentada, é a palavra do inquilino contra a do proprietário — o que costuma gerar disputas demoradas e, muitas vezes, judicializadas.

Por isso, tanto para proprietários quanto para inquilinos, insistir em uma vistoria detalhada e bem registrada no início e no fim do contrato é uma das formas mais simples de evitar dor de cabeça futura.