ITBI, escritura e registro: os custos que muita gente esquece
26 de julho de 2026
É comum que o comprador planeje o valor da entrada e das parcelas do financiamento, mas esqueça de reservar dinheiro para os custos que acompanham qualquer transação imobiliária no Brasil.
O primeiro deles é o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), cobrado pela prefeitura do município onde está o imóvel. A alíquota varia de cidade para cidade, e a base de cálculo costuma ser o valor de venda ou o valor venal do imóvel, o que for maior. Antes de fechar negócio, vale consultar a prefeitura local para confirmar a alíquota e a forma de cálculo vigente.
Depois vêm os custos de escritura pública (quando aplicável, já que compras financiadas costumam usar o próprio contrato do banco como instrumento) e de registro da transferência na matrícula do imóvel, no Cartório de Registro de Imóveis. Esses valores seguem tabelas próprias de cada cartório, normalmente com base no valor do imóvel.
Some-se a isso eventuais taxas de avaliação cobradas pelo banco financiador, taxas de cartório para reconhecimento de firma e emissão de certidões, e o custo de eventual assessoria jurídica, se o comprador optar por contratar um advogado para acompanhar a transação.
Na hora de montar seu orçamento, uma boa regra prática é reservar uma margem adicional sobre o valor do imóvel para cobrir esse conjunto de custos, além da entrada e da documentação. Assim você evita surpresas na reta final da negociação.

